Hoje tudo já está longe demais para eu alcançar.
Eu quero descansar, porque antes as coisas estavam tão perto.
Eu podia tocá-las com o nariz.
Mas as coisas de perto se exauriram e eu me exaustei. E eu nem sei se existe essa palavra. E, quer saber? Eu não vou ao dicionário procurar.
Estou muito exausta mesmo. Como se todas as vidas que eu neguei me pesassem agora sobre as pernas.
Eu só quero ficar sentada. Deitada, se possível.
Quero esquentar meus pés e estar confortavelmente triste num sofá de molas velhas.
Depois eu posso deixar todo o frio do mundo me envolver. Eu posso fazer isso.
Porque essas molas estão velhas demais pra me lançar para esses lugares onde meu nariz não alcança.
Não posso ver nada adiante, nada além das mãos que esfregam meus olhos sóbrios.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
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