sábado, 30 de janeiro de 2010
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Humbert-Humbert, sobre a ausência de sua Lolita:
"...a impressão geral que desejo transmitir é a de uma porta lateral que se abre violentamente numa vida em pleno vôo, deixando entrar uma negra e retumbante golfada de tempo que abafa, com suas chicotadas de vento, o grito da catástrofe solitária". ( Nabokov)
Bastante esclarecedor.
"...a impressão geral que desejo transmitir é a de uma porta lateral que se abre violentamente numa vida em pleno vôo, deixando entrar uma negra e retumbante golfada de tempo que abafa, com suas chicotadas de vento, o grito da catástrofe solitária". ( Nabokov)
Bastante esclarecedor.
domingo, 3 de janeiro de 2010
"Do contrário, privada de algum propósito que lhe desse forma e sustentação, o esqueleto de seus dias desmoronava por completo." Nabokov
O sono, que já me era pouco, tornou a me abandonar atrozmente. À medida em que cresce meu descontentamento comigo mesma, diminuem minhas horas de descanso, numa proporção desarrazoada, em que sempre estou perdendo feio.
Olho-me daqui de cima e tudo o que vejo é um corpo desconhecido, interte e entregue a todas as coisas que me aniquilam...
- Faz tempo que não choro, e está tudo depositado aqui, sufocando-me. Todas as dores da vida viram manchas na minha pele, escondem-se por sob as minhas roupas, e é quando me dispo que elas me vestem. Nua, sinto sua lastimosa verdade, entranhada em meu corpo, que comprime o exato espaço entre meu peito e minha garganta.
...
Se eu gritasse, quem sabe assim tiraria o sono de cada um, um por um, e com eles tramaria um sono para mim.
- Que ânsia! Anseio pelas minhas lágrimas que não vertem! Preciso chorar um pouquinho...
ALGUÉM, FIRA-ME, POR FAVOR!
Despudoradamente, deliberadamente, magoe-me! Presenteie-me com toda a sua ignomínia!
Mareje-me os olhos e leve embora o gosto de morte dos meus lábios...leve embora, lavando-os de lágrimas.
Olho-me daqui de cima e tudo o que vejo é um corpo desconhecido, interte e entregue a todas as coisas que me aniquilam...
- Faz tempo que não choro, e está tudo depositado aqui, sufocando-me. Todas as dores da vida viram manchas na minha pele, escondem-se por sob as minhas roupas, e é quando me dispo que elas me vestem. Nua, sinto sua lastimosa verdade, entranhada em meu corpo, que comprime o exato espaço entre meu peito e minha garganta.
...
Se eu gritasse, quem sabe assim tiraria o sono de cada um, um por um, e com eles tramaria um sono para mim.
- Que ânsia! Anseio pelas minhas lágrimas que não vertem! Preciso chorar um pouquinho...
ALGUÉM, FIRA-ME, POR FAVOR!
Despudoradamente, deliberadamente, magoe-me! Presenteie-me com toda a sua ignomínia!
Mareje-me os olhos e leve embora o gosto de morte dos meus lábios...leve embora, lavando-os de lágrimas.
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