quinta-feira, 28 de abril de 2011

Eu devia dizer o quanto eu gosto do jeito dele.

Que apesar da brevidade, que apesar de não parecer, que apesar de todos os pesares, aqueles olhos são verdadeiros buracos negros em que me perdi...

É a vontade que por vezes vira ânsia e por outras se acanha, e nunca, nunca acaba.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Profundo sentimento de perda.
Saudades nem sei de quê!
Do que nunca houve e não vai mais haver.
Porque ele foi embora antes mesmo de chegar, e me deixou esse buraco n’alma.

Não sei lidar mais com isso. Não sei mais como lidar com isso. Não quero.
Alguém me leve até lá, porque eu não sei o caminho, e eu me perdi tantas vezes que agora eu já nem quero mais tentar ir sozinha.

Me dá a mão. Me faz companhia, porque eu acho que eu vou embora também, e eu só queria um pouquinho de calor antes disso, porque no caminho vai fazer frio.
É o inverno que vai se fazer dentro de mim.

E eu nunca recebi as flores dele. Nem dele, nem de ninguém...mas as dele é que fazem mais falta.
Queria ter sentido o cheiro das flores que ele ia me dar. É, eu queria.
Mas agora já outro dia, e eu tenho mesmo que ir.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Tenho medo. Estou triste, sozinha, perdida e cansada.
Já bati minha cabeça tantas vezes contra a parede. A parede rachou e depois a parede caiu.
Mas a dor! Ah, não, a dor continuou ali, doendo. E hoje eu só quero ficar quieta, deitada, respirando baixinho.
Mãe, ninguém tem culpa. A tristeza está em mim, o que não quer dizer que a culpada sou eu.
Se alguém te disse que te ama, é porque alguém ama te amar.
E todo mundo ama todo mundo, mas não há uma boa alma nesse todo mundo que me ajude a entender porque a melancolia nunca cessa.
E isso desgasta. Meus músculos estão extenuados de tentar.
Tudo tem o mesmo sabor, o mesmo cheiro, a mesma cor. Por certo meus sentidos me enganam porque, mãe, todo mundo parece tão feliz.
Todo mundo acorda, todo mundo dorme. Come, reza, trabalha, dança, goza.
Viver, mãe, é negócio perigoso, e eu tenho medo.