terça-feira, 3 de maio de 2011

Um dia eu quis passear pra fora da minha vida.
Eu tinha a arma e tinha uma bala.
Arma na bolsa, bala no bolso, fui pro parque, entrei no mato, e quando achei que já estava suficientemente longe, sentei.

Coloquei a bala, girei a roleta, mirei minha boca e puxei o gatilho.
Em seguida, mirei o chão e puxei o gatilho, e lá estava ela, enterrada ali pra sempre.
Matei a morte, enterrei e velei. Velei até quando achei que já estava suficientemente longe.

Lá ela descansou, no meio da grama, no meio do mato, no meio do parque, no meio dessa cidade que me engoliu.

Então, eu fui embora de volta pra minha vida.