segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Hoje tudo já está longe demais para eu alcançar.
Eu quero descansar, porque antes as coisas estavam tão perto.
Eu podia tocá-las com o nariz.
Mas as coisas de perto se exauriram e eu me exaustei. E eu nem sei se existe essa palavra. E, quer saber? Eu não vou ao dicionário procurar.
Estou muito exausta mesmo. Como se todas as vidas que eu neguei me pesassem agora sobre as pernas.
Eu só quero ficar sentada. Deitada, se possível.
Quero esquentar meus pés e estar confortavelmente triste num sofá de molas velhas.
Depois eu posso deixar todo o frio do mundo me envolver. Eu posso fazer isso.
Porque essas molas estão velhas demais pra me lançar para esses lugares onde meu nariz não alcança.
Não posso ver nada adiante, nada além das mãos que esfregam meus olhos sóbrios.
Eu quero descansar, porque antes as coisas estavam tão perto.
Eu podia tocá-las com o nariz.
Mas as coisas de perto se exauriram e eu me exaustei. E eu nem sei se existe essa palavra. E, quer saber? Eu não vou ao dicionário procurar.
Estou muito exausta mesmo. Como se todas as vidas que eu neguei me pesassem agora sobre as pernas.
Eu só quero ficar sentada. Deitada, se possível.
Quero esquentar meus pés e estar confortavelmente triste num sofá de molas velhas.
Depois eu posso deixar todo o frio do mundo me envolver. Eu posso fazer isso.
Porque essas molas estão velhas demais pra me lançar para esses lugares onde meu nariz não alcança.
Não posso ver nada adiante, nada além das mãos que esfregam meus olhos sóbrios.
domingo, 21 de agosto de 2011
Estou sempre tão dividida que nunca consigo ser inteira pra nada nem ninguém.
Dois nomes.
Duas profissões.
Dois homens.
Dois livros.
Duas condições.
E eu não assumo é nenhuma!
Permaneço assim, entremeada dessas tantas possibilidades.
Nunca fui boa em decidir, e tudo que foi decidido, o foi pelo inexorável.
E agora, que não encontro com o acaso faz tempo e tudo está em suspenso, esperando um dedo pra apontar qual vida eu vou viver?
E agora que não tenho ninguém pra lembrar de lembrar de me ajudar?
Já escrevi tantas vezes que sou uma pessoa solitária, mas é que jamais estive tão sozinha.
(Quase)Todos desistiram de mim, e quem ainda não desistiu já esqueceu...
Dois nomes.
Duas profissões.
Dois homens.
Dois livros.
Duas condições.
E eu não assumo é nenhuma!
Permaneço assim, entremeada dessas tantas possibilidades.
Nunca fui boa em decidir, e tudo que foi decidido, o foi pelo inexorável.
E agora, que não encontro com o acaso faz tempo e tudo está em suspenso, esperando um dedo pra apontar qual vida eu vou viver?
E agora que não tenho ninguém pra lembrar de lembrar de me ajudar?
Já escrevi tantas vezes que sou uma pessoa solitária, mas é que jamais estive tão sozinha.
(Quase)Todos desistiram de mim, e quem ainda não desistiu já esqueceu...
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