quarta-feira, 13 de maio de 2009

Sei que devo ir soltando as amarras que me prendem a uma moral que não me pertence.
Enquanto, dia-a-dia, a vida vai ficando para trás, essas cordas ilusórias me sufocam e não posso ser salva sem olhos que me abram os meus.
Nessa busca inglória vou conquistando preceitos que, se não me libertam, ao menos me esclarecem.
A clarividência do que SOU, do que estou, causa em mim doenças imaginárias, me apresenta obrigações fantásticas e direitos impossíveis, que pleiteio frente ao espelho, sempre que posso enxergar meu reflexo.
Na tentativa vã de atendê-los, perco-me em ânsia vazia.
...os dias vão passando...

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